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Além da estética: saiba o que é mito e o que verdade sobre varizes

De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 70% dos adultos brasileiros têm algum tipo de varize – aquela veia dilatada e deformada, com coloração esverdeada que surge nas pernas e pés e pode causar bastante incômodo por conta da aparência que chama a atenção.

Mas engana-se quem pensa que as varizes não passam de um problema estético. A situação pode ficar séria, comprometendo o acúmulo de sangue nas pernas, podendo gerar complicações mais sérias, como dores, inchaço e até trombose.

A incidência é maior entre mulheres, mas há estudos que comprovam que a aparição está acontecendo cada vez mais cedo e que os homens também estão sendo afetados.

Apesar da preocupação, ainda existe dúvidas sobre o assunto entre a população. Pensando nisso, o cirurgião vascular da Santa Casa de São Paulo Caio Focássio separou uma lista de mitos e verdades à respeito da alteração. Confira:

  • Cruzar as pernas pode causar varizes? 

Mito. Cruzar as pernas não é o motivo pelo qual as varizes aparecem. De acordo com o médico, o fato de se passar muito tempo na mesma posição – em pé ou sentada – e ser principalmente ser sedentário é que contribui para o surgimento das varizes.

“A pessoa que se movimenta pouco vai ter mais tendência ao aparecimento das varizes porque o retorno venoso se torna mais difícil. A panturrilha precisa ser estimulada e fortalecida para poder enviar o sangue de volta ao coração e, quando o indivíduo não se mexe, ela não contrai para colaborar com esse retorno venoso.”

  • Varizes são apenas um problema estético?

Mito. Muita gente negligencia as varizes achando que ela é apenas um problema de aparência e, na verdade, não é. As varizes prejudicam a qualidade de vida do indivíduo, é uma importante causa de afastamento laboral no Brasil e ainda é um dos fatores que aumenta o risco da trombose venosa profunda, que pode ser fatal.

  • Varizes coçam?

Sim, uma simples coceira pode ser sinal de propensão a varizes. Essas veias permanentemente dilatadas e tortuosas acabam surgindo por conta da dificuldade que o sangue encontra para retornar ao coração nos membros inferiores, causam desconforto e dor.

“Os pacientes propensos a terem varizes podem sentir coceira na parte distal das pernas, em especial próximo aos tornozelos, porque os capilares sanguíneos acabam deixando passar hemácias para a pele, levando a reações desagradáveis. Outro problema comum também é surgir o eczema venoso, causado pelo mesmo motivo,que faz com que a pele fique seca, escamosa e com muita coceira”, diz Focássio.

  • Anticoncepcionais aumentam os casos de varizes?

Verdade. As mulheres que já possuem predisposição genética para as varizes aumentam sim as chances de desenvolver a doença quando fazem uso de relativos níveis de hormônios presentes nas pílulas anticoncepcionais.

  • Salto alto pode ocasionar varizes?

O uso contínuo e exagerado eles podem, sim, causar malefícios, como as temidas varizes. Isso acontece pois com o uso do calçado, a panturrilha, que é como se fosse o “coração” da perna, importante para a circulação, acaba ficando encurtada. “Esse estado também faz com que a pisada não fique completa. Com isso, o sangue não consegue fluir bem e pode, assim, ocasionar as varizes”, finaliza o médico.

Varizes

As veias localizadas na batata da perna têm papel essencial para bombear de volta o sangue que as artérias mandaram do coração para o corpo. Felizmente, o sistema venoso externo – onde acontecem as varizes que costumamos ver e reclamar da aparência – é responsável por apenas 20% do retorno venoso do corpo. Os outros 80% estão por conta do sistema venoso profundo, com veias de grande calibre que ficam protegidas por músculos espessos. Quando a dilatação acontece ali, o problema é outro: é chamado de insuficiência venosa profunda, não mais de varizes.

Mas as varizes do sistema venoso externo podem doer, arder, incomodar esteticamente e, dependendo do grau – existem quatro – até levar a úlceras varicosas. Contra elas não existe prevenção absoluta, mas há algumas medidas para retardar o aparecimento delas. A meia elástica é, de longe, a melhor opção.

Fonte: Saúde – iG 

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6 tipos de dor no peito que não devem ser ignorados

Todo mundo já teve uma dor no peito, seja uma queimação, aperto ou uma pontada. Temos diferentes tipos de dor para diferentes estruturas que se localizam no peito, como coração, pulmões, esôfago, artérias e veias, costelas e músculos. Um desconforto no peito pode ser de origem emocional. Portanto a dor pode vir de um ou mais órgãos, sendo leve ou forte, passageira ou persistente. Veja as principais dores no peito:

Osteomuscular
As dores osteomusculares têm origem nos ossos e cartilagens das costelas ou músculos do peito. Aparecem após uma batida, um trauma, um acidente que tenha atingido a região. A dor deve diminuir após alguns dias ou durar por meses, caso existam fraturas. Esse tipo de dor é diagnosticada pelo exame físico apalpando a região, por radiografia ou tomografia de tórax. Na maioria das vezes são tratadas com analgésicos como a dipirona e paracetamol ou anti-inflamatórios.

Esôfago
O esôfago é um tubo de condução dos alimentos da boca até o estômago, passando pela região central do peito. Doenças como o refluxo gastresofágico e até mesmo tumores podem dar sintomas de queimação e ardência nessa região. As dores neste local estão muito associadas à alimentação ou ingestão de medicamentos que agridem o estômago e esôfago.

Artérias e veias
Várias artérias e veias importantes estão localizadas no tórax, em uma região central chamada mediastino. Ali ficam a aorta, veias pulmonares e artérias pulmonares. Alguma agressão ou doença nessas veias pode causar fortes dores. A dor mais perigosa é pelo aneurisma de aorta, uma dilatação grave da aorta, a sensação assemelha-se a uma punhalada no peito e pode levar à morte.

Pulmões, brônquios e traqueia
Quase todo tórax é ocupado pelos pulmões, sendo a traqueia e brônquios como tubos que conduzem o ar. A tosse é um dos principais motivos de dor no peito na região, podendo ser decorrente de um resfriado, uma pneumonia grave ou até um tumor. Após semanas tossindo, a traqueia fica irritada e inflamada causando dor bem no meio do peito, que surge e piora quando tossimos. Pneumonias também causam dor, associada a febre, cansaço, falta de ar, tosse e catarro. Já a embolia pulmonar é responsável por uma dor no peito de início súbito, mais frequente nas mulheres que tomam anticoncepcional, fumantes e em pessoas imobilizadas. A embolia pulmonar trata-se de um coágulo que se desprende das pernas até os pulmões, prejudicando a oxigenação. Um bom exame físico e raio x ou tomografia do tórax são suficientes para o diagnóstico pelo pneumologista, médico especialista nos pulmões, no peito e na respiração.

Coração
O coração é responsável por fortes dores no peito porém nem toda dor no peito, como vimos, é do coração. Algumas dores que têm origem no coração podem ser fatais, como o infarto e arritmia que são as mais comuns. A dor do infarto aparece no meio do peito, de forte intensidade, melhora com o repouso e pode irradiar-se para o queixo e braço esquerdo. O diagnóstico surge por exames de sangue e o famoso eletrocardiograma. O diagnóstico das arritmias também é pelo eletrocardiograma. Outras alterações dentro do coração, como nas válvulas cardíacas, causam também dor e falta de ar.

Emocional
Quando estamos sob forte stress ou sobrecarga emocional podemos sentir um engasgo, como uma bola presa na garganta ou no peito. Os exames do pronto socorro são normais porém se mantém aquela sensação ruim com angústia. Calmantes podem ser úteis. O ideal nessa situação é conversar com um psicólogo ou psiquiatra.

Dor no peito em crianças
As crianças podem ter dificuldade de relatar dor no peito. Elas expressam a dor por gestos como um aperto ou algo ruim nessa região. A asma é um quadro em que a criança relata aperto no peito, tosse, chiado e som da respiração que lembra miado de gato.

Vemos então que o peito contém vários órgãos e várias doenças que causam dor. É importante prestar atenção nas característica das dor, como e quando ela começa, em que situação, como desaparece, se vai para algum lugar no corpo, se melhora com alguma coisa e se está associada a outros sintomas, como febre, tosse, falta de ar ou cansaço. Baseado nessas informações, o médico solicitará os exames necessários elaborar ao diagnóstico.

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Exagerou no álcool? Veja dicas para curar a ressaca do carnaval

Se depois de quatro dias de festas a ressaca está te lembrando agora o excesso de álcool consumido no carnaval, resta apenas procurar minimizar os sintomas desagradáveis. Para enfrentar os danos da bebedeira e curar a ressaca, alimentos leves, antioxidantes e muita água são as dicas infalíveis dos especialistas.

Os sintomas da ressaca aparecem quando as enzimas presentes no fígado que metabolizam o álcool, chamadas de ADH, não conseguem fazer todo o trabalho porque a bebida foi ingerida em excesso.

“Isso é o que vai gerar o acetaldeído, que é o que causa a dor de cabeça e o mal-estar da ressaca”, explica o nutrólogo Durval Ribas Filho.

Por isso, a melhor tática é procurar alimentos que neutralizam o efeito do acetaldeído. O nutrólogo recomenda, assim, apostar no chá de boldo e nas frutas que aceleram a metabolização. “A frutose e o boldo vão ajudar a metabolizar o álcool”, diz.

Para combater a dor de cabeça e a desidratação, outro sintoma muito comum, o recomendável é muita hidratação para reposição de líquidos e uma alimentação leve. Analgésicos e medicamentos indicados para tratamento gástrico podem ajudar quando há lesões por causa de vômito.

E comer doce, é mito? Nada disso. De acordo com o gastroenterologista e hepatologista Luiz Carneiro, o doce pode funcionar uma vez que o álcool tem o efeito de diminuir a glicose no corpo e uma das complicações de ingerir bebidas alcóolicas em excesso é a hipoglicemia, ou seja, pouca quantidade de açúcar no sangue. Por isso, ao comer um doce você pode equilibrar isso e aliviar os sintomas.

Um corpo de ressaca nada mais é do que um corpo intoxicado. Não importa se você bebe só uma variedade de álcool ou mistura diversos tipos. Toda bebida alcoólica em excesso faz mal porque o corpo fica intoxicado. Por isso, é recomendável a ingestão de alimentos antioxidantes.

Segundo a nutricionista Clarissa Hiwatashi Fujiwara, membro Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a ressaca é mais relacionada a suscetibilidade de cada pessoa e à quantidade de álcool ingerida, e não tanto ao tipo. Manter-se hidratado e bem alimentado são as dicas de qualquer bebedeira.

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Dores nas costas: 5 dicas para aliviar

As dores nas costas são um incômodo muito comum e podem ocorrer por vários motivos: devido à postura inadequada no trabalho ou ao volante, causada por uma série de exercícios mais pesados na academia ou, até mesmo, por um reflexo de problemas nos rins.

Por isso, confira o post de hoje para entender as causas das dores nas costas e aprenda 5 dicas para aliviar os sintomas.

Entenda as causas das dores nas costas

Uma vez que a principal causa é a postura inadequada, as dores nas costas são um problema de saúde bastante comum, comprometendo a saúde e a qualidade de vida e levando muitas pessoas a procurar ajuda médica.

Quando dormimos com travesseiros ou colchões ruins, passamos horas trabalhando (em frente ao computador ou de pé) sem os devidos procedimentos ergonômicos ou quando descuidamos da postura enquanto dirigimos, nossa coluna não demora a reclamar.

A dor aparece, muitas vezes, acompanhada de tensão muscular ou de sensação de fraqueza nos braços e nas pernas.

Os erros posturais durante a execução dos exercícios na academia de ginástica são outra causa frequente de dores nas costas. Por outro lado, o sedentarismo e a obesidade também são responsáveis pelos problemas na coluna.

Durante a gravidez, especialmente no período final da gestação, é possível que a mulher sinta alguma dor ou pressão na coluna e tenha dificuldade para encontrar uma posição confortável para dormir.

Quando originado dessas intercorrências, o quadro de dores nas costas costuma responder bem ao tratamento indicado pelo médico e desaparece em algumas semanas.

Veja, agora, o que você pode fazer para combater a dor e os outros sintomas dos problemas de coluna.

Aprenda a aliviar as dores nas costas

Com alguns cuidados simples e seguindo as orientações dos especialistas, você pode combater o problema e ficar livre das dores nas costas. Confira:

1. Use compressas mornas

As compressas mornas são muito eficazes para aliviar a dor e promover relaxamento local, sobretudo quando os incômodos são de origem muscular — devidos à postura incorreta ou causados por algum exagero na malhação, por exemplo.

Aplique a compressa pelo menos três vezes ao dia, durante um intervalo de 20 minutos. Para evitar queimaduras, proteja a pele com uma toalha e evite aquecer a compressa em excesso.

2. Faça repouso

Para que o repouso seja mais efetivo no alívio dos sintomas, opte por um colchão mais duro ou, até mesmo, utilize um colchonete fino e permaneça deitado ao menos por meia hora todos os dias.

3. Invista em sessões de massagem

As sessões de massagem relaxante são bastante indicadas para combater a dor e corrigir as disfunções musculares, tais como tensão ou rigidez.

Quando associada a substâncias homeopáticas, como cremes de arnica e cânfora, por exemplo, a massagem promove um maior alívio dos sintomas.

4. Pratique pilates

O pilates é uma técnica que fortalece a musculatura das costas e do abdômen, promovendo a adequação postural e combatendo a dor.

É importante procurar profissionais qualificados e seguir todas as recomendações para dar continuidade ao tratamento ao longo do dia.

5. Procure orientação médica

Ainda que todas as dicas acima sejam bastante eficazes e ajudem a aliviar a dor e o desconforto causados pelas disfunções na coluna, é fundamental que você procure orientação médica.

É preciso atenção, sobretudo, se a dor piorar com o tempo, se você sente formigamento nos braços e pernas ou se tem dificuldade para realizar as atividades diárias.

Além de identificar as causas e avaliar a extensão do problema, o médico – seja um ortopedista ou um neurologista – fará a prescrição medicamentosa e acompanhará a evolução do quadro, recomendando outras terapias ou, até mesmo, a intervenção cirúrgica, quando necessário.

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